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Mais de 500 pessoas prestigiam abertura do Congresso Multiprofissional da Unesc em Vilhena


Entre autoridades, acadêmicos, professores e pesquisadores, mais de 500 pessoas prestigiaram a abertura oficial do “Congresso Multiprofissional de Vilhena. Promovido pela Unesc, a abertura do evento aconteceu na noite de quinta-feira (24), no saguão da faculdade em Vilhena.
O presidente da Unesc, professor Antonio Carlos Nascimento, deu as boas vindas a todos e declarou a abertura do evento depois de fazer menção à parceria da instituição com a Prefeitura, com quem mantém boa comunicação, graças ao curso de Medicina. Dr. Nascimento aproveitou ainda para anunciar que a Unesc terá dois novos cursos em breve.
O prefeito de Vilhena, Eduardo Japonês, disse que poucas instituições se preocupam em fazer investimentos no desenvolvimento da ciência e anunciou um dado interessante sobre a cidade. “Em breve, Vilhena será a segunda cidade no estado em arrecadação e população e, para crescer, precisamos de pessoas e empresas boas. Por isso a importância da formação de bons profissionais, através da educação superior”, reforçou.
O professor Marco Antonio Vasques, coordenador acadêmico da Unesc em Vilhena, fez um resumo da relação da instituição com a sociedade vilhenense e enfatizou a importância do evento no contexto do desenvolvimento do conhecimento científico na região Cone Sul do estado de Rondônia.
Após a solenidade de abertura, houve uma palestra proferida pelo Dr. Luiz Marcelo Aranha Camargo, médico infectologista e sanitarista, formado em São Paulo, com doutorado na USP – Univesidade de São Paulo, onde foi docente. Hoje o médico atua pela USP na cidade de Monte Negro, em Rondônia, onde a universidade mantém o único polo de pesquisa no Brasil, fora do estado de São Paulo.
O palestrante disse que o conteudo da palestra foi uma espécie de “provocação ou convocação” dos acadêmicos e profissionais da área de saúde para uma missão que está presente no cotidiano de muitas populações amazônicas. Dados do pesquisador alertam para problemas de saúde típicos da Região Amazônica, que muitas pessoas desconhecem e que em pouco tempo precisarão de medidas efetivas em termos de políticas públicas de saúde.
O pesquisador relatou também um diagnóstico de mais de vinte anos de trabalho na Amazônia, onde detectou diversas patologias, principalmente em populações de maior vulnerabilidade. Esse estudo implica em estudos mais aprofundados para que possam se transformar em medidas de saúde pública.
A raiz do problema, segundo o pesquisador, está na falta de promoção de saúde de prevenção, à pouca atenção do setor público para problemas desta natureza e, é claro, às dificuldades operacionais para levar saúde a essas populações.
Aranha também citou o complexo problema da relação das doenças infecto-parasitárias com o tratamento de doenças crônicas. Segundo o médico, elas impedem o tratamento de doenças crônicas desses pacientes. Isso passa a ser um risco a quem depende desses tratamentos. “Esse é um desafio que as novas gerações de profissionais da saúde terão que assumir”, disse o pesquisador da USP.
Aranha parabenizou a Unesc pela iniciativa de promover um encontro científico desse porte, principalmente pelo momento difícil em que passa a pesquisa no país e fez referência ao nível de organização do evento.

Também estiveram presentes na abertura do Congresso Multiprofissional da Unesc, o presidente da Câmara de Vereadores, Ronildo Macedo, que enalteceu a confiança da Unesc em acreditar e investir em Vilhena, o vereador Carlos Sushi, o Secretário Municipal de Saude, Afonso Emerick, a coordenadora geral da Unesc de Vilhena, Anny Cury, coordenadores de todos os cursos da Unesc, entre outras autoridades.
O Congresso continua nesta sexta-feira com diversas atividades e segue até sábado, (26), quando serão apresentados mais de 80 trabalhos científicos.

(Texto e fotos: Paulo Mendes)