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Unesc e USP parceiras em Projeto Científico


USP mantém uma base permanente do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) em Rondônia, o ICB5

 

Durante os dias 28 e 29 de fevereiro e 1 de março, dez acadêmicos dos cursos de Medicina, Biomedicina e Farmácia oferecidos pela Unesc, em Vilhena, estiveram reunidos em Monte Negro (RO). É no município rondoniense que o Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade de São Paulo (USP) mantém um núcleo avançado de pesquisa: o ICB5.

A presença dos acadêmicos da Unesc no Instituto de Ciências Biomédicas da USP se deu devido ao 1º Workshop Científico ICB5-USP/Unesc, que teve como foco o Método Epidemiológico aplicado ao controle de helmintíases.

“Saber que os alunos da UNESC Vilhena estão tendo a oportunidade de conhecer mais sobre pesquisa e se inserirem nesse meio tão pouco discutido em nosso estado, me deixa muito orgulhosa”, destacou a biomédica e professora da Unesc, Jaqueline Oliveira, que anunciou a parceria entre USP e Unesc. “Os acadêmicos irão participar de um projeto de iniciação científica que no futuro lhes renderá muito sucesso no meio acadêmico e profissional. Espero que essa parceria continue trazendo grandes conquistas e experiências para nossos alunos”, anuncia.

Sobre a parceria entre a USP e a Unesc, e o incentivo à pesquisa, o professor Luís Marcelo (médico, USP/UNISL) declarou estar feliz por ver a força de vontade dos acadêmicos na busca por conhecimento, com foco na pesquisa. “Foi um prazer muito grande trabalhar com este grupo de jovens ávidos por saber e adquirir habilidades na área da pesquisa científica. Rondônia, embora tenha progredido nos últimos anos, tem um dos piores desempenhos em produção científica entre os estados brasileiros. Havemos que reverter isto. Além de capacitar alunos para a atividade de pesquisa, este projeto aproxima o aluno da realidade social brasileira. O aluno sai da redoma de vidro (sala de aula) e enfrenta a dura realidade das populações menos favorecidas”.

 

Conteúdos abordados durante o 1º Workshop

Durante o encontro, entre os assuntos abordados, foi oferecida uma aula  expositiva dialogada sobre helmintíases e outra aula sobre modelos epidemiológicos analíticos (estudo de corte, estudo caso-controle, estudo de corte, estudo experimental e metanálise). Além disso, os alunos da Unesc apresentaram, em duplas, cinco attigos científicos relacionados à Geohelmintíases, um grupo de doenças parasitárias intestinais que acometem as pessoas e são causadas pelos parasitos Ascaris lumbricoides, Trichuris trichiura e pelos ancilostomídeos

Dentro do 1º Workshop, foi discutido também o projeto de Pesquisa Ensaio Clínico Fase III, para estudo da redução da carga parasitária de Geohelmintíases e Mansonella ozzardi em população ribeirinha de Lábrea, Amazonas. Tal projeto de pesquisa será apresentado à Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam), estabelecendo parceria entre Fiocruz/AM, USP e Unesc. Os alunos envolvidos na atividade, por sua vez, pleitearão bolsas de iniciação científica (PIBIC) pela USP e desenvolverão seus TCCs no contexto do projeto.

Conforme explicou a professora Jaqueline Oliveira, o projeto já foi escrito e pleiteia o repasse de R$86.000,00 da Fapeam para a sua execução. Esta atividade visa, além de testar métodos de controle de helmintíases aplicáveis pelo SUS, capacitar alunos graduandos a desenvolver a metodologia da investigação científica.

 

(Giliane Perin – Assessoria de Imprensa/Unesc)