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De acordo com a Organização das Nações Unidas
(ONU)
há no mundo quase seis
bilhões e meio de habitantes.
Neste universo populacional é
impossível
pensar
que existam duas pessoas idênticas, com as mesmas idéias, a mesma cultura,
as mesmas características, os mesmos hábitos, usos ou costumes, o que nos
remete a considerar que todos são diferentes uns dos outros.
No Brasil o
multiculturalismo é patente e ocorre desde o período da colonização. Essa
coexistência de culturas diferentes faz com que o país se constitua num
verdadeiro “mosaico cultural” e
tenha a diversidade como uma
das principais características,
tendenciando
à disseminação de
preconceitos diversos, o que justifica a promoção de políticas de inclusão
dos grupos considerados como minorias.
Charles Taylor
acredita que toda a política identitária não deveria ultrapassar a
liberdade individual, pois os indivíduos, no seu entender, são únicos e
não poderiam ser categorizados, definindo a democracia como a política do
reconhecimento do outro, ou seja, da diversidade.
Por esta
razão é necessário respeitar as particularidades do outro, vendo-o como
um ser único.
Mesmo no
Brasil
onde a cultura é menos ortodoxa,
a aceitação da
multiculturalidade e da
diversidade é muito
tímida. A dissipação de quaisquer tipos de preconceitos e a promoção da
inclusão está nas mãos, em grande parte, das instituições de ensino
superior, que podem e devem assumir o compromisso de promover a aceitação
das diferenças e a inclusão dos discriminados.
A diversidade
assume um conceito amplo, com aplicação em diferentes campos do conhecimento
humano: no campo do pensamento, a diversidade filosófica e de opiniões; no
campo da antropologia cultural, a diversidade de hábitos, comportamentos,
costumes, valores; no campo da biologia, a diversidade biológica ou
biodiversidade; no campo da psicologia, as idéias de heterogeneidade e de
singularidade.
Em quaisquer
campos que ocorra a diversidade ou que se visualize diferenças não se
pode desconsiderar a multiplicidade, os diferentes ângulos de visão ou
abordagem, a heterogeneidade, a convivência de idéias e a variedade, e
isso implica que deve haver entre os seres humanos a comunhão de
contrários, a intersecção de diferenças, a tolerância mútua e o respeito
ao próximo.
Nessa linha, a
UNESC norteia suas ações, sintetizadas em sua Missão Institucional, com o
objetivo de colocar-se como difusora de uma concepção pluralista,
promovendo a igualdade e a inclusão por meio do envolvimento com a
comunidade, reafirmando sua responsabilidade social.
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